Quem sabe o que é um flash sabe que a intensidade da luz vária na razão inversa do quadrado da distância – em termos práticos equivale a dizer que cada vez que duplicamos a distância ao assunto, chega lá quatro vezes menos luz. Portanto, levar um flash para fotografar o fogo-de-artifício, é sinal de ignorância técnica.
Outro erro é pensar que, porque é de noite, a solução é fotografar com ISO alto (a partir 800). Não só iríamos ter um grão desnecessário, que neste assunto nem contribui para uma melhoria do aspecto gráfico, como o fogo-de-artifício seria muito pouco vistoso, reduzido a pontos luminosos.
Então o segredo para se fotografar fogos de artifício será seleccionar um ISO baixo (100), seleccionar prioridade ao diafragma (f/8 é suficiente para ter profundidade de campo porque o assunto está “próximo” do infinito), leitura matricial (porque nunca se sabe de que lado vem o fogo), usar uma objectiva zoom, na ordem dos 80-200 mm, e um bom tripé (fundamental).